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sexta-feira, 5 de abril de 2013

                    Alves Redol





Nascido num ambiente suburbano de grande dinamismo operário e associativo, cedo integrou os corpos gerentes de várias coletividades de recreio de Vila Franca de Xira. Nessas estruturas locais, de natureza socio-cultural, participou como ator amador em quatro espetáculos, entre 1928 e 1934, no último dos quais, a revista Bela Dona (levada à cena após a sua estadia de três anos em Angola, onde inicia a sua formação “socialista”), transparecia já a dimensão politizante que viria a atravessar toda a sua atividade artístico-literária.
No final da década de 30, no âmbito do Grupo Neo-Realista de Vila Franca, participou nos “serões de arte” (com manifestações artísticas e palestras em que emergia a doutrina marxista), proibidos pela Censura, que os considerou dissonantes da “Política do Espírito” de António Ferro. A noção do espaço cénico e a atração pela conceção global do espetáculo – que alguma da sua criação dramática, designadamente no texto didascálico, viria a evidenciar – conduziram-no várias vezes, até aos anos 50, à organização de espetáculos, com atores amadores e profissionais, na sua terra natal e noutras localidades, entre as quais a Nazaré.

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